Mónica de Miranda
Once Upon a Time
Curadoria: Gabriela Salgado
Exposição
Once Upon a Time
Carpe Diem Arte e Pesquisa
20/10/2012 a 26/01/2013
Inaugura no Carpe Diem Arte e Pesquisa a 20 de Outubro, pelas 16h, a exposição Once Upon a Time de Mónica de Miranda, com curadoria de Gabriela Salgado.
“Once upon a time é um conto de histórias, de desencontros, desejos e memórias. Refere-se às nuances das expressões transitórias de um caminho para as raízes sem terra que definem o ser dali e estar aqui.”
Monica de Miranda
Mónica de Miranda apresenta no Carpe Diem Arte e Pesquisa em Lisboa, Once Upon a Time, a primeira de um ciclo de exposições consagradas ao projecto com o mesmo nome e que estará patente ao público de 20 de Outubro de 2012 a 26 de Janeiro de 2013. Once Upon a Time é uma viagem apresentada em vários capítulos pelos territórios da memória, da representação e da pertença.
Once upon a time assume-se como um processo de investigação sobre o desejo de ficar, onde a memória é uma promessa de reencontro com os desencontros pessoais. Neste projecto, Mónica procura conhecer o mundo exterior através de um ato interior, promovendo uma revisitação das casas que habitou e elaborando uma narrativa fictícia em redor dos desencontros da sua vida, procurando atingir o que lhe está perto navegando pelo rumo que lhe é contrário.
Essa procura tacteante pelo caminho de casa, e previamente norteada por um conjunto de cinco residências artísticas (Cabo Verde, Angola, Brasil, Reino Unido e Portugal), sugere igualmente um processo de catarse por parte da artista, uma necessidade de emancipação através do confronto com as suas origens e da documentação das questões relativas à ausência, deslocação, e perda que lhes estão associadas.
Once upon a time oferece-nos um momento de reflexão intimista sobre os espaços de ocupação da artista. São lugares físicos, emocionais e simbólicos, que se localizam na confluência dos diferentes caminhos da vida de Mónica mas que nos compelem a vivenciar narrativas onde já não é possível distinguir os elementos fictícios dos biográficos.
Esta constante dualidade serve para convidar o espectador a tomar parte da narrativa, fazendo-o procurar através de aeroportos, gares e outros lugares de passagem, o ponto de retorno aos seus próprios momentos de desencontro. Arqueologia emocional ou diário gráfico possível de narrativas impossíveis, Once upon a time é o retrato de um mundo em pós modernidade, marcado pelas convulsões da errância, incerteza e precariedade.
Mónica de Miranda inicia-nos nessa procura mostrando-nos o seu mapa, que nos indica o caminho para a sua casa impossível. O fim de um caminho marca o início do próximo e a memória traz-nos somente a promessa mas não o encontro. Afinal um caminho em que as viagens se tornam por momentos a nossa própria residência.
Once upon a time realiza-se em Portugal no âmbito do programa Re-ver os impérios e os seus objectos de fantasia, organizado pelo Africa.Cont/CML, e enquadra um conjunto de três exposições e uma conferência.
Conta com a colaboração de Tiago Mata Angelino na cinematografia (nos vídeos Once Upon a Time e An Ocean Between Us), de Simão Costa na instalação sonora do vídeo Once Upon a Time e do Atelier Artéria no desenho de arquitectura e equipamentos.
O projecto terá o seu segundo momento com a exposição An Ocean Between Us, a inaugurar a 15 de Novembro na Plataforma Revólver.
A 16 de Novembro terá lugar no Carpe Diem Arte e Pesquisa a 2ª sessão do programa “Re-Ver os Impérios e o os seus Objectos de Fantasia”. A conversa “Restos e Rastos” será entre o artista Keith Piper, a curadora Gabriela Salgado e com moderação de José António Fernandes Dias e Manuela Ribeiro Sanches.
Em Janeiro de 2013 o espaço Appleton Square recebe a 3ª exposição do projecto, intitulada Erosion.
PROGRAMA ONCE UPON A TIME
Exposição
Once Upon a Time no Carpe Diem Arte e Pesquisa
20/10/2012 a 26/01/2013
Exposição
An Ocean In Between Us na Plataforma Revólver
Transboavista | VPF | Art Edifício
15/11/2012 a 31/12/2012
Exposição
Erosion no Appleton Square
10/01/2013 a 09/02/2013
Conversa
Restos e Rastos | Re-Ver os Impérios e os seus Objectos de Fantasia /
Com: Keith Piper e Gabriela Salgado. Moderação: José António Fernandes Dias e Manuela Ribeiro Sanches
Carpe Diem Arte e Pesquisa
16/11/2012, 18h00
As exposições e a conferência são de entrada livre.
INFORMAÇÕES
Carpe Diem Arte e Pesquisa
Rua de O Século, 79, 1200-433 Lisboa
4ª a sábado, 13h – 19h
info@carpediemartepesquisa.com | carpediemartepesquisa.com/blog
(+351) 211 924 175
Once Upon a Time
www.o-u-t.org | www.monicademiranda.org
Organização:
Africa.Cont /CML | Centro de Estudos Comparatistas | XEREM
Apoio:
Carpe Diem | Transboavista | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
BIOGRAFIAS
Mónica de Miranda, artista, produtora e investigadora, vive e trabalha entre Lisboa e Londres. Atualmente desenvolve o Doutoramento na Middlesex University, em Londres, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Mónica é uma das fundadoras do projecto de residências artísticas Triangle Network em Portugal. Expõe internacionalmente e com regularidade desde 2004. Das exposições que realizou destacam-se: L’art de sport, Musée Calais (Calais, 2011), An then Again, Museu da Cidade (Lisboa, 2011), This Location, Mojo Gallery (Dubai, 2010), Underconstruction, Pavilhão 28 (Lisboa, 2009), Verbal Eyes, Trienal da Tate Britain (Londres, 2009), London Caravan, Iniva (Londres, 2008), New Geographies, 198 Gallery | Image IC | Plataforma Revólver (Londres, Amesterdão, Lisboa, 2007/08), Do you Hear me, Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2007), United Nations, Singapore Fringe Festival (Singapore, 2007), Tuning, File (Rio de Janeiro, 2007). A sua obra está representada em diversas colecções, nacionais e internacionais
Gabriela Salgado, nascida na Argentina e residente em Londres, é curadora independente, programadora de exposições e conferencista e tem trabalhado, desde 1990, com diversas entidades na Europa e América do Sul. Entre 2006 a 2011 foi responsável pelos programas públicos da Tate Modern de Londres, onde desenvolveu projetos com artistas internacionais, teóricos e diversos públicos. Destaca-se o seu projeto de curadoria com o artista Cildo Meireles (Brasil). Em 2009 foi co-curadora da segunda Bienal de Thessaloniki na Grécia, ‘PRAXIS: Art in Times of Uncertainty’. Atualmente trabalha como curadora independente e consultora na Europa e na América Latina, contribuindo com ensaios para publicações de arte e participações em conferências e simpósios internacionais. Desenvolve também programas de intercâmbio artístico entre países Africanos e da América Latina
